Um, dois, três… parei.

19/05/2009

Um dos grandes hobbies que eu tenho em Caracas é comprar livros. ADORO. Tem uma livraria magnífica aqui perto de casa, a Nacho (já falei dela por aqui), e todos os vendedores me conhecem. Vivo por lá, e quase sempre saio com uma nova aquisição. Como os preços das publicações na Venezuela são bem justos, comparando com o custo de vida do país, me farto com os lançamentos.

Tem o problema do esgotamento de exemplares. Por conta do limite de dólares que pessoas físicas e privadas podem movimentar anualmente, às vezes as encomendas ficam agarradas nos portos. Já contei aqui também da minha espera por alguns livros, que chegou a dois meses. Mas tudo bem, fui lendo outros enquanto os outros não chegavam.

Mas agora a porca torceu o rabo.

O nosso amigo da camisa vermelha e que liga para a mãe em rede nacional – também conhecido como Chávez – anunciou que os livros sofreram aumento brutal de impostos. Tá explicado o motivo de um livrinho de 160 páginas e letrão estar custando 170,00 bolívares (oficialmente, o dólar é cotado à 2,15. Pois é, faça suas contas). Será que meu divertimento acabou??????

Aqui já tem um supermercado bastante restrito, com falta de alguns artigos básicos, vira e mexe. As roupas, além de custarem um absurdo, tem uma qualidade bastante duvidosa. Sapatos, idem. Assim, ataco os livros – claro, você tá pensando que minha veia consumista feminina ficou no Brasil???

Sinceramente, se acontecer essa tragédia, vai ser o ó.

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